Tóquio (JP) – O Banco do Japão manteve a taxa básica em 1,25% na reunião de dois dias encerrada nesta sexta-feira (30), mas afirmou ter alcançado a meta de inflação e deixou a porta aberta para novos aumentos, inclusive na reunião de dezembro.

A autoridade ressaltou que a inflação subjacente chegou perto dos 2%, objetivo do banco, e disse que a política monetária entrou em uma nova fase, mais restritiva, com decisões sobre juros a serem reavaliadas a cada reunião, segundo o presidente Kazuo Ueda.

É importante ancorar a inflação subjacente em torno de nossa meta. Isso não significa que vamos simplesmente ficar parados esperando. Ajustaremos a política monetária conforme apropriado para que a inflação subjacente fique ancorada em torno de 2%

Houve dissidência: o diretor de linha dura Hajime Takata propôs, sem sucesso, elevar a taxa para 1,5%. O banco também anunciou que vai acelerar as vendas de fundos negociados em bolsa, de 330 bilhões para 860 bilhões de ienes por ano (cerca de US$ 5,5 bilhões), a partir de janeiro.

O comunicado alinha o Banco do Japão a outros grandes bancos centrais que monitoram riscos de alta de preços — citados como efeitos da expansão da inteligência artificial e do choque energético ligado à guerra no Irã — e mantém os mercados atentos a um movimento de alta já nas próximas reuniões.