O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., com sede em São Paulo, apontando comprometimento da situação econômico-financeira e risco anormal para credores quirografários. A medida acompanha a segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes relacionadas ao Banco Master.

A autoridade ressaltou que a Sefer tem baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional — menos de 0,0004% do ativo total — mas destacou graves violações às normas que regem a atividade. Foram tornados indisponíveis bens dos controladores e de 13 administradores e ex-administradores, e Edison Benedito Alexandre, auditor aposentado do BC, foi nomeado liquidante do processo.

Relatos oficiais indicam suspeitas de que o proprietário Benjamin Botelho de Almeida atuaria como operador financeiro do ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, na compra e venda de títulos podres. O BC avisou que apura responsabilidades e poderá aplicar medidas administrativas e comunicar autoridades competentes — um sinal de que o caso seguirá com reflexos jurídicos e regulatórios.

Além do risco direto aos credores da Sefer, o episódio acende alerta sobre lacunas de supervisão e custos reputacionais para o mercado de distribuição de títulos. Mesmo com baixa materialidade no aggregate, a associação ao colapso do Master amplia a pressão por investigação completa e por respostas mais rápidas das autoridades financeiras.