O Banco Central Europeu decidiu elevar as taxas de juros na quinta-feira (11), tornando-se o primeiro grande banco central a aumentar o aperto diante do salto nos preços do petróleo. Nesta sexta, autoridades da instituição deixaram claro que a possibilidade de um novo aumento em julho permanece aberta, embora ressaltem ser prematuro tomar essa decisão hoje.

Em comunicado e postagens de dirigentes, o tom foi de vigilância: o choque de oferta ligado ao conflito no Oriente Médio está alimentando a inflação e já começa a se espalhar para além do setor energético, afetando preços de bens e serviços. Para membros do conselho, a política deve ser definidareunião a reunião, com espaço para ação dependendo da evolução dos dados.

Fontes próximas às discussões afirmaram que um aumento em julho não é o cenário base por ora; os mercados, porém, atribuem cerca de uma em três chances a essa hipótese, e já precificam com firmeza um ajuste até setembro. Governos europeus e emissores de dívida terão, assim, de conviver com maior incerteza sobre custos de financiamento nos próximos meses.

Entre os dirigentes, houve posições distintas: dirigentes como o presidente do Bundesbank enfatizaram a necessidade de agir se a inflação se mostrar persistente, enquanto outros, mais cautelosos, lembraram que quedas recentes nos preços de energia podem mudar o quadro. A combinação de choque externo, incerteza elevada e taxas mais altas reforça o desafio de equilibrar combate à inflação com suporte ao crescimento.