A Berkshire Hathaway, conglomerado de Warren Buffett, registrou lucro líquido de US$ 25,667 bilhões no segundo trimestre de 2026, praticamente o dobro do mesmo período de 2025 (US$ 12,370 bilhões). A receita total somou US$ 101,808 bilhões, ante US$ 92,515 bilhões um ano antes; no primeiro semestre, o lucro acumulado chegou a US$ 35,77 bilhões, alta anual de 111%.
O principal motor do salto foi um ganho com investimentos de US$ 16,077 bilhões no trimestre, contra US$ 6,364 bilhões em 2025. A própria empresa advertiu que oscilações decorrentes da reavaliação de ações provocam forte volatilidade no lucro e têm pouco valor analítico para aferir desempenho recorrente — um aviso que reduz a utilidade do número como termômetro da operação subjacente.
Outro elemento que chama atenção é a elevação da alíquota efetiva consolidada para 19,6%, acima dos 15,5% do ano anterior, com despesas fiscais de US$ 6,291 bilhões. A combinação de ganhos não recorrentes e maior carga tributária pressiona o lucro líquido ajustado e exige que investidores e analistas separem o desempenho operacional das flutuações financeiras.
Na prática, o resultado reforça duas lições: a robustez do balanço e da carteira de investimentos de Buffett, e a necessidade de cautela ao interpretar lucros influenciados por reavaliações de mercado. Para quem avalia a empresa pela qualidade dos ativos e pela disciplina de alocação de capital, o trimestre é positivo; para decisões baseadas apenas em números headline, o quadro continua volátil.