Clientes da Binance retiraram um total líquido de US$ 4,72 bilhões desde que a plataforma reabriu na manhã de domingo (1º) após uma suspensão de saques de cerca de 48 horas provocada por um ataque cibernético que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões em ativos.
A corretora informou que esse montante equivale a aproximadamente 2,8% dos ativos sob sua guarda, percentual que analistas interpretam como indicativo de que a confiança dos usuários não se desfez por completo. Em comparação, saídas similares seguiram outras crises: US$ 7 bilhões da USDC após o colapso do SVB em 2023 e cerca de US$ 6 bilhões da própria Binance em 72 horas depois do colapso da FTX, em 2022.
Nossa principal prioridade agora é garantir que o ambiente esteja seguro, após o que os usuários poderão sacar seus fundos e a Binance poderá retomar as operações
Autoridades e empresas de análise atribuíram o ataque a grupos ligados à Coreia do Norte; o FBI indicou envolvimento norte-coreano, e a TRM Labs diz que hackers do país já teriam desviado US$ 7,4 bilhões em 2026. A Binance afirma ter coberto os prejuízos com fundos da empresa, extraindo US$ 6 bilhões de sua tesouraria, de um fundo de seguro e de reservas destinadas a violações de segurança.
Em mensagem nas redes, o co-CEO da Binance escreveu: "Nossa principal prioridade agora é garantir que o ambiente esteja seguro, após o que os usuários poderão sacar seus fundos e a Binance poderá retomar as operações". A própria exchange também disse que "Após um pico inicial, os volumes de saques diminuíram e estão se estabilizando".
No mercado, volumes de negociação subiram enquanto investidores reagiam ao episódio; o bitcoin recuperou-se da mínima e era negociado perto de US$ 78.000 na segunda-feira. A Binance reportou entradas de US$ 2,7 bilhões desde a reabertura, e operadores entrevistados disseram que pretendem manter parte dos ativos em corretoras centralizadas pela liquidez e acesso ao mercado.
Após um pico inicial, os volumes de saques diminuíram e estão se estabilizando