Hackers invadiram sistemas da Binance na quinta-feira (29) e roubaram cerca de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas — o maior furto registrado no mercado até hoje. A maioria dos saques foi executada em cerca de 20 minutos, segundo registros públicos na blockchain.

Relatório da LP Crypto, em parceria com o Genesis Club, inclui o episódio em um ranking dos maiores roubos do setor e lista outros dez casos relevantes. A operação contra a Binance teria envolvido exploração via EIP-7702 que esvaziou uma carteira quente em aproximadamente 3 minutos e 24 segundos após a transação-chave.

No entanto, nossa investigação subsequente descobriu pontos de violação adicionais

Análises de empresas como TRM Labs apontam que os invasores comprometeram a 'infraestrutura de assinatura' responsável por autorizar movimentos, o que permitiu emitir instruções e transferir fundos rapidamente. Em seguida, os recursos foram encaminhados a destinos fora do alcance imediato das contrapartes da corretora.

Emissoras de stablecoins, entre elas Tether (USDT) e Circle (USDC), conseguiram congelar cerca de metade dos ativos roubados — uma peculiaridade que distingue esses tokens de muitos outros criptoativos. A Binance afirma manter um fundo de ativos para proteger usuários, com uma reserva de US$ 1 bilhão em bitcoins.

O co-CEO Richard Teng garantiu que as perdas serão cobertas pelo fundo e por recursos da própria empresa, enquanto a investigação continua sem identificação oficial dos responsáveis. Várias firmas de análise relacionam o padrão do ataque a operações atribuídas a hackers norte-coreanos; a Binance e autoridades ainda apuram os detalhes.

infraestrutura de assinatura

O episódio abateu o mercado: criptomoedas caíram nos pregões seguintes e o valor de mercado das stablecoins encolheu, sugerindo saques e desalento entre investidores. Especialistas lembram que 2023 já registrou dezenas de incidentes de segurança, com bilhões de dólares perdidos em ativos digitais.