Binance sofreu na noite de quinta-feira (29) o maior ataque hacker já registrado no mercado de criptomoedas: cerca de US$ 6,3 bilhões foram retirados das carteiras da corretora em poucos minutos, segundo a própria empresa.
A investigação inicial indica que o acesso ao sistema teria partido do laptop comprometido de um engenheiro. Analistas de segurança apontam para um grupo ligado à Coreia do Norte, embora a autoria ainda não tenha sido confirmada oficialmente.
quem não controla as chaves, não controla as moedas
Não houve invasão da rede do bitcoin; o que falhou foi a segurança operacional da custódia da corretora. Quando ativos ficam sob guarda de intermediários existe um risco distinto do risco de preço — como diz o setor: "quem não controla as chaves, não controla as moedas".
A Binance suspendeu depósitos e saques, afirmou que usará recursos próprios para cobrir as perdas e, com parceiros (incluindo emissores de stablecoins), conseguiu congelar cerca de US$ 3 bilhões. A empresa espera retomar os saques até domingo, 1º de novembro de 2026.
O mercado respondeu com cautela: o bitcoin recuou cerca de 5%, para a casa dos US$ 76 mil. Especialistas alertam para o risco de uma corrida de saques — pedidos simultâneos podem esgotar liquidez e transformar um choque operacional em crise de confiança. Diferente da FTX (caso de insolvência), não há, por ora, sinais públicos de falta de fundos na Binance, mas o potencial de contágio exige acompanhamento.