O bitcoin operou em queda nesta quinta-feira (4), recuando cerca de 3,11% para US$ 63.938,52 por volta das 16h (Brasília), segundo a plataforma Binance. O ethereum acompanhou o movimento, caindo 2,96% e cotado a US$ 1.775,19 nas últimas 24 horas. O comportamento do mercado reflete redução do apetite por risco diante de novas incertezas geopolíticas e do cenário monetário americano.
Analistas atribuem a forte aversão ao risco a fatores combinados: as tensões no Oriente Médio, medidas dos EUA contra corretoras ligadas ao Irã e dados econômicos americanos mais resilientes, que mantêm a perspectiva de juros elevados por mais tempo, segundo a Zaye Capital Markets. A pressão também vem das saídas de recursos de ETFs de criptomoedas, que comprimem a liquidez do mercado.
A venda de parte das reservas pela Strategy — a maior acumuladora corporativa de bitcoin —, apontada por Tony Sycamore, da IG, marca um momento de menor demanda institucional desde o 'inverno cripto' de 2022. Para o ethereum, analistas do Saxo Bank destacam que a redução de exposição a ativos de risco e os fluxos negativos de ETFs explicam parte da desvalorização recente. Lacie Zhang, da Bitget, alerta que o bitcoin pode testar a faixa de US$ 55 mil a US$ 57 mil caso os fluxos de saída persistam.
O episódio acende alerta sobre a fragilidade relativa das criptomoedas frente a choques externos e decisões políticas ou regulatórias. Para investidores, a combinação de geopolítica, regulação e política monetária amplia a volatilidade e exige disciplina na gestão de risco. Em curto prazo, os fluxos e as sinalizações do Fed serão os principais vetores a serem observados pelo mercado. (Com informações da Dow Jones Newswires.)