O Bitcoin operou em baixa nesta sexta-feira (14), mantendo a oscilação registrada nas últimas semanas. Por volta das 16h (Brasília) a criptomoeda caía cerca de 0,70%, cotada a US$ 62.885,86, enquanto o Ethereum recuava 0,54%, valendo US$ 1.875,71, segundo a plataforma Binance.
A reação do mercado mostra que os dados de inflação mais brandos nos EUA não conseguiram transferir impulso para os criptoativos. Analistas apontam que, ainda que a perspectiva de um Fed mais acomodatício tenha favorecido ações em determinados momentos, o bitcoin tem permanecido dentro de uma faixa estreita e com volumes reduzidos, o que limita movimentos mais firmes de alta.
Parte do comportamento decorre da competição por retorno: quando os títulos do Tesouro oferecem rendimentos mais atraentes, mesas que fornecem alavancagem e liquidez para cripto tendem a reduzir a exposição. Na prática, isso se traduziu em saídas líquidas nos ETFs de Bitcoin — segundo a CoinGlass, houve retirada de US$ 131,1 milhões na véspera, após um fluxo negativo de US$ 61,1 milhões no dia anterior — o que pressiona a formação de preço.
A dimensão regulatória também pesa. A SEC adiou uma reunião em que planejava discutir um regime de oferta para certos contratos envolvendo cripto, informou a Bloomberg, adiando decisões que poderiam trazer maior clareza ao setor. A combinação de fluxo de capitais negativo, menor alavancagem disponível e incerteza normativa aumenta o risco de menor liquidez e amplia um ambiente de cautela entre investidores.