O bitcoin voltou a cair com força na tarde de sexta-feira (5), atingindo o menor nível desde outubro de 2024. Por volta das 16h (Brasília) a criptomoeda caía 6,9%, a US$ 59.541,20, acumulando perda semanal de 18,58%, segundo dados da plataforma Binance. O ethereum recuou 12,06%, a US$ 1.559,12, e perdeu 22,67% na semana.
Analistas apontam que uma rotação clara do fluxo de capitais em direção ao setor de tecnologia e às empresas de inteligência artificial explica parte do movimento. O banco Swissquote destacou que o potencial de alta dos fabricantes de chips de memória e das empresas de IA física tornou o retorno esperado das ações mais atraente que o do bitcoin, cuja precificação segue mais difícil.
No plano macro, a divulgação do payroll dos EUA mostrou criação de 172 mil empregos em maio, acima das projeções, e reforçou expectativas de um aperto monetário mais prolongado — cenário destacado pelo CME Group como fator que amplia a pressão sobre ativos de risco. A venda anunciada pela Strategy, maior detentora corporativa de bitcoins, foi apontada por instituições como o 'golpe final' para um mercado já sensível.
O conjunto de fatores realça a vulnerabilidade das criptomoedas em ambientes de rotação setorial e ajustes de política monetária. Para investidores e reguladores, a queda abre dúvidas sobre liquidez e perfil de risco do ecossistema cripto, e aumenta a necessidade de fundamentos mais claros por parte de projetos e detentores institucionais para sustentar valor no médio prazo.