Um relatório da Glassnode aponta que a cotação do bitcoin se aproxima do preço médio pago por investidores que ingressaram via ETFs. Esse cenário costuma anteceder um aumento na atenção do mercado para possíveis vendas por parte dos detentores que acumulam ganhos, o que pode elevar a volatilidade do ativo nas próximas semanas.

A leitura é relevante porque ETFs concentrados em criptomoedas agregam volumes significativos de compra e venda. Quando o preço se aproxima do custo médio desses investidores, parte deles tende a realizar lucros, testando liquidez e sustentação do movimento de alta. Para gestores e investidores de varejo, isso significa maior risco de oscilações abruptas e necessidade de reavaliação de alocação e proteção de posições.

No radar de renda fixa, o mercado de debêntures incentivadas segue ganhando espaço. Relatório da Anbima mostra que 86% das emissões desse tipo estão voltadas a projetos de infraestrutura, como energia e saneamento. Para pessoas físicas, a isenção de IRPF sobre os rendimentos torna essas debêntures uma alternativa atrativa de diversificação, mas não eliminam riscos: são crédito privado e não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos.

Outro ponto destacado no Resenha do Dinheiro foi o agronegócio. Um estudo da SFA, citado por Marilia Fontes, indica sinais de recuperação cíclica do setor, com preços dos grãos 32% acima dos níveis de agosto de 2025. A melhora de preços tende a recompor margens e aliviar pressões sobre produtores, o que pode repercutir positivamente em emissores de crédito rural e na cadeia de investimentos ligada ao campo.

O tema foi tratado no quadro Insights da Semana, do programa Resenha do Dinheiro — apoiado pela B3 e pela gestora BlackRock — apresentado por Marilia Fontes, Bernardo Pascowitch e Thiago Godoy. O conjunto de sinais exige atenção: a aproximação do bitcoin ao preço médio dos ETFs acena para maior volatilidade, enquanto debêntures e a recuperação do agronegócio aparecem como alternativas com perfis e riscos distintos.