O bitcoin avançou na tarde desta quinta-feira, retornando à faixa dos US$ 81 mil após sinais de avanço regulatório nos Estados Unidos. Por volta das 16h (Brasília) a criptomoeda subia cerca de 2,45%, cotada a US$ 81.569,69; o ethereum acompanhou, com alta de 2,23% a US$ 2.310,79, segundo a plataforma Coinbase.
A movimentação ocorreu em um momento duplo: investidores digeriam dados do PPI americano que haviam pressionado criptos no dia anterior e, na mesma janela, o 'Clarity Act' foi aprovado em comitê no Senado dos EUA. O projeto, com apoio bipartidário, busca criar regras mais claras para o mercado de ativos digitais e estimular a adoção institucional.
Reações do setor interpretaram o avanço como um passo em direção a um arcabouço regulatório mais previsível, capaz de atrair fluxos institucionais. Executivos do mercado afirmam que uma estrutura normativa bem definida pode tornar os EUA mais competitivos como centro de capitais digitais — argumento que sustenta parte da alta observada.
Ainda assim, a aprovação em comitê não equivale a lei. O mercado de criptomoedas continua sensível a dados macro e a riscos políticos: a rápida assimilação da leitura do PPI pelos mercados de ações mostrou que os ativos digitais podem oscilar conforme o humor global. Além disso, questões legislativas e divergências em etapas posteriores do processo podem limitar efeitos positivos.
No plano geopolítico, analistas também citam o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim como fator de risco e oportunidade, já que avanços em cooperação econômica entre EUA e China podem alterar apetite por risco global. Em suma: a alta é real, mas vem acompanhada de incertezas que mantêm a volatilidade e exigem cautela dos investidores e dos formuladores de política.