O BNP Paribas informou lucro líquido de 3,22 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2026, alta de 9% ante o mesmo período do ano anterior e acima da previsão média dos analistas, de 2,93 bilhões. A receita também superou o consenso, avançando 8,5% para 14,06 bilhões de euros, ante estimativa de 13,82 bilhões.

Apesar do desempenho operativo, as despesas operacionais subiram 5,5%, a 8,71 bilhões de euros. O banco atribuiu parte desse aumento a encargos de reestruturação vinculados à integração da AXA IM, movimento que, embora estratégico, elevou o custo do trimestre.

A reação do mercado foi negativa: a ação caiu quase 4% em Paris mesmo com os números acima do esperado. Esse movimento indica que os investidores estão mais sensíveis ao ritmo de crescimento dos custos do que à melhora dos resultados pontuais — sinal de que a trajetória de despesas passa a ser fator decisivo para a avaliação do papel.

Para o BNP Paribas, o desafio agora é demonstrar que os encargos extra ligados à integração se traduzirão em sinergias reais e não apenas em maior pressão sobre margens no curto prazo. O balanço mostra crescimento, mas também levanta dúvidas sobre o custo da expansão e acende alerta quanto à necessidade de controle de despesas para manter a confiança do mercado.