As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (2), sustentadas pelos recordes renovados em Wall Street e pelo rali das ações de tecnologia após a Nvidia lançar um novo chip para computadores pessoais. O índice Hang Seng foi o destaque, avançando 2,52% e alcançando 26.038,32 pontos. Em Seul, o Kospi teve ligeiro ganho de 0,15%, a 8.801,49 pontos, e em Taiwan o Taiex subiu 0,48%, a 45.557,31 pontos.

Na China continental os sinais foram mais contidos: o Xangai Composto registrou alta de 0,43%, a 4.075,10 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 0,77%, a 2.805,21 pontos. A exceção regional foi o japonês Nikkei, que caiu 0,30%, a 66.734,24 pontos, após ter encerrado a sessão anterior em nível recorde. Na Oceania, o S&P/ASX 200 da Austrália fechou praticamente estável, com baixa marginal de 0,06%, a 8.724,40 pontos.

O apetite por risco na Ásia ganhou força com o impulso tecnológico, mas segue condicionado por fatores externos. A indefinição nas negociações entre EUA e Irã — marcada pela suspensão de comunicações entre Teerã e Washington em meio a ataques no Líbano — elevou a aversão ao risco. Em consequência, o petróleo chegou a saltar até 5,5% em um movimento que depois corrigiu quase 2% no início da madrugada, evidenciando a sensibilidade dos mercados a choques geopolíticos.

O quadro que emerge é de ganhos suportados por tecnologia, porém frágil diante de eventos externos. Para investidores, a recomendação implícita é cautela: altas recentes podem ser revertidas com rapidez se a volatilidade do petróleo ou a escalada do conflito ganharem força. Para gestores e formuladores de política, o episódio reforça que recuperação de mercado baseada em setores concentrados ainda encontra limites quando confrontada com riscos geopolíticos.