As bolsas da Ásia fecharam em forte baixa nesta segunda-feira (8), em reação combinada ao tombo de ações de tecnologia em Nova York e à nova escalada do conflito entre Israel e Irã. No epicentro do recuo esteve o índice sul-coreano Kospi, que caiu 8,29%, terminando a sessão em 7.484,41 pontos — movimento que levou à suspensão temporária do pregão. Gigantes de semicondutores, como Samsung Electronics e SK Hynix, recuaram 10,18% e 7,68%, respectivamente.
O pessimismo se espalhou: em Tóquio o Nikkei recuou 3,85%, a 64.024,60 pontos, pressionado por ações de eletrônicos após a revisão para baixo do crescimento anualizado do PIB do Japão no primeiro trimestre, de 2,1% para 1,8%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,22% (24.657,06 pontos) e o Taiex de Taiwan perdeu 3,48% (43.502,78 pontos). Na China continental, Xangai Composto e Shenzhen registraram quedas de 1,70% e 3,14%, respectivamente.
O pano de fundo externo inclui a forte perda de sexta-feira em Wall Street — com a Nasdaq recuando mais de 4% — e sinais de que o Federal Reserve pode retomar elevações de juros ainda este ano, alimentados por dados robustos do mercado de trabalho nos EUA. A combinação de pressão sobre ativos de growth, aumento das expectativas de juros e uma alta do Brent de cerca de 4,5% intensificou a aversão a risco no continente asiático.
Além do impacto imediato nos preços de ações e commodities, a severa volatilidade expõe vulnerabilidades em setores concentrados, como semicondutores, e reacende o risco de contágio para outros mercados sensíveis a juros e petróleo. Investidores e bancos centrais terão de acompanhar de perto desdobramentos geopolíticos e leituras econômicas — enquanto a bolsa de Sydney ficou sem operar por conta de feriado.