As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira (4), refletindo a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que também interromperam um rali em Wall Street. Em Seul, o Kospi liderou as perdas, recuando 1,84% a 8.639 pontos; em Tóquio, o Nikkei caiu 1,36%, a 67.470 pontos, após ter alcançado nível recorde no pregão anterior.
Outros mercados da região também sentiram o impacto: o Hang Seng de Hong Kong registrou queda de 1,48%, a 25.253 pontos, e o Taiex de Taiwan cedeu 1,68%, a 45.677 pontos. Na China continental, as perdas foram mais moderadas — o Xangai Composto caiu 0,64%, a 4.057 pontos, e o Shenzhen Composto perdeu 0,41%, a 2.801 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200 de Sydney recuou 1,13%, a 8.686 pontos.
A escalada geopolítica impulsionou o petróleo por três sessões consecutivas, ainda que no fim da madrugada a commodity tenha recuado mais de 1% após relatos de que Israel e o Líbano concordaram em adotar um cessar‑fogo condicionado ao fim das hostilidades pelo Hezbollah. Em Nova York, a nova troca de ataques entre EUA e Irã interrompeu a sequência de recordes alimentada pelo entusiasmo com a inteligência artificial.
O resultado é um cenário de maior aversão ao risco: expectativa de volatilidade ampliada, pressão sobre ativos emergentes e potencial repasse ao consumidor via energia. Para economias como a brasileira, choques no preço do petróleo tendem a ser um sinal de alerta para inflação, câmbio e a condução da política monetária — além de exigir cautela por parte de investidores e formuladores de políticas.