As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira após o presidente dos EUA, Donald Trump, estender por prazo indeterminado o cessar‑fogo com o Irã. O Nikkei avançou 0,40% em Tóquio, alcançando 59.585,86 pontos — recorde histórico — e o sul‑coreano Kospi subiu 0,46% em Seul, a 6.417,93 pontos, também em patamar inédito. A reação reflete redução temporária da aversão ao risco por parte dos investidores.
O movimento, porém, foi desigual. Em Taiwan, o Taiex ganhou 0,73%, a 37.878,47 pontos, e na China continental o Xangai Composto subiu 0,52%, a 4.106,26 pontos, enquanto o Shenzhen Composto teve alta de 1%, a 2.789,00 pontos. Em contrapartida, o índice Hang Seng caiu 1,22% em Hong Kong, a 26.163,24 pontos, pressionado por ações de tecnologia. Na Oceania, o S&P/ASX 200 recuou 1,18% em Sydney, a 8.843,60 pontos, com perdas em biotecnologia, finanças e mineração.
A extensão da trégua veio poucas horas antes do prazo final e após o Irã não confirmar presença em uma segunda rodada de negociações em solo paquistanês. Segundo o embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, Teerã está disposto a retomar o diálogo assim que o bloqueio dos portos iranianos for levantado. O quadro, portanto, reduz risco imediato, mas mantém a incerteza diplomática — um ingrediente que explica a dispersão de desempenho entre mercados e setores.
Do ponto de vista financeiro, a notícia devolveu apetite por ativos de risco em centros como Tóquio e Seul, mas a sensibilidade tecnológica de Hong Kong e a queda na Austrália mostram que ganhos são condicionais à evolução das negociações e à dinâmica setorial. Investidores e gestores continuam dependentes de desdobramentos no terreno diplomático para confirmar tendência, enquanto a volatilidade pode persistir diante de sinais contraditórios.