As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira (25) enquanto os preços do petróleo recuaram pelo segundo dia, mesmo após o anúncio de novas sanções dos Estados Unidos contra o Irã. Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,50%, para 65.856,43 pontos; em Seul, o Kospi subiu 0,68%, a 6.742,74 pontos. Hong Kong teve variação praticamente nula, com o Hang Seng em baixa marginal de 0,02%, a 25.511,10 pontos.

O Brent caiu 1,8%, recuando para abaixo de US$89 por barril, o que ajudou a dissipar parte das preocupações com pressões inflacionárias que haviam ressurgido após a escalada do conflito no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, Washington afirmou que países que mantiverem negócios com Teerã ficam expostos a retaliação, mantendo viva a ameaça de volatilidade ligada ao risco geopolítico.

A recomposição do apetite por risco beneficiou também a China continental e Taiwan: Xangai subiu 0,19% para 3.889,44 pontos, Shenzhen ganhou 0,33% a 2.505,41, e o Taiex avançou 0,91% para 45.169,46. Na Oceania, o S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,68%, a 9.164,60 pontos. O mercado, em sua maioria, interpretou a queda do petróleo como um fator a reduzir a pressão por aperto monetário imediato.

Apesar do alívio pontual para mercados e para as projeções de inflação, operadores e analistas destacam que o cenário permanece sujeito a reversões caso as sanções ou os confrontos se intensifiquem. Para formuladores de política econômica, a queda do petróleo dá folga temporária; para produtores de energia, porém, o recuo compromete receitas. Em suma, o movimento atual devolve algum fôlego aos ativos de risco, mas não elimina o risco estrutural associado à geopolítica.