As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, em reação imediata à suspensão dos ataques entre Estados Unidos e Irã. O movimento reduziu o prêmio por risco ligado ao Oriente Médio e derrubou o petróleo Brent em mais de 7%, para patamar abaixo de US$ 90 o barril, cenário que favoreceu ativos de maior risco e deu suporte aos índices regionais.

Na China continental, Xangai avançou 1,15% a 3.858,24 pontos e Shenzhen subiu 2,93% a 2.490,11 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,98% (25.207,18 pontos). No Japão, o Nikkei ganhou 0,50% (64.931,19 pontos); na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,97% (6.755,75 pontos). Taiwan foi exceção marginal, com o Taiex recuando 0,05% (43.634,19 pontos). Na Oceania, o S&P/ASX 200 subiu 1,39% em Sydney, a 8.894,00 pontos.

O destaque local foi a estreia da fabricante chinesa de chips CXMT em Xangai, cujas ações dispararam 466% no pregão inicial e colocaram a empresa no topo em valor de mercado na China, com cerca de 3,28 trilhões de yuans (quase US$ 485 bilhões). Esse salto intenso expõe dois riscos: a possível euforia especulativa num segmento sensível e a concentração de valor que pode amplificar a volatilidade dos índices domésticos.

Do ponto de vista macro, a queda acentuada do Brent alivia pressões inflacionárias e de custo para importadores de energia, mas pressiona países e empresas exportadoras de petróleo. Para investidores e formuladores de política, o episódio é um lembrete da sensibilidade dos mercados a notícias geopolíticas — a melhora atual é real, mas frágil: trata‑se de um retrato do momento, sujeito a reprecificações rápidas caso o quadro diplomático mude.