As bolsas da Ásia fecharam em terreno positivo nesta segunda-feira, com Tóquio na dianteira. O índice Nikkei saltou cerca de 2,08%, puxado por papéis de tecnologia: a fabricante Tokyo Electron subiu 4,1% e a Advantest teve ganho próximo de 6,4%. O movimento seguiu o bom desempenho de Wall Street no fim da semana passada.
O avanço foi mais moderado na Coreia do Sul, onde o Kospi ganhou 0,65% apesar de perdas em grandes fornecedores de chips — Samsung recuou 0,4% e SK Hynix caiu 0,1%. Em Hong Kong e Taiwan, Hang Seng e Taiex registraram altas de 1,05% e 1,59%, respectivamente. Na China continental, Shanghai e Shenzhen avançaram após números de inflação doméstica mais fracos do que o esperado.
No plano externo, um payroll americano abaixo das expectativas na sexta-feira reduziu apostas por novas altas de juros do Fed no curto prazo, aliviando ativos de risco. Ao mesmo tempo, a indefinição sobre um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e a persistência do conflito no Oriente Médio, já com mais de cinco meses, mantêm os preços do petróleo elevados.
A combinação de maior apetite por risco e risco geopolítico traz um cenário misto: a aparente folga nas expectativas sobre o Fed sustenta mercados, mas o petróleo firme amplia pressões inflacionárias e complica a política monetária global. Para economias emergentes, inclusive o Brasil, isso pode significar custo maior na conta de energia e combustível e menor espaço para cortes de juros, exigindo atenção do governo e do mercado.