As principais praças acionárias da Ásia fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira (23), enquanto o petróleo seguia em alta diante da continuidade das tensões no Oriente Médio. O Nikkei caiu 0,75% em Tóquio, a 59.140,23 pontos; o Hang Seng recuou 0,95% em Hong Kong, a 25.915,20 pontos; e o Taiex perdeu 0,43% em Taiwan, a 37.714,15 pontos. Na China continental, Xangai cedeu 0,32% e Shenzhen recuou 1,05%.
A cautela dos mercados veio após relatos de que o Irã apreendeu dois navios no Estreito de Ormuz e de interceptações de petroleiros com bandeira iraniana, mesmo com o presidente Donald Trump estendendo a trégua por tempo indeterminado. Em meio a isso, o Brent subia mais de 2%, para cerca de US$ 104 o barril, pelo quarto dia consecutivo, ampliando o custo das commodities energéticas.
Houve exceções regionais: o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,90% e marcou novo recorde, apoiado por dados de crescimento melhores do que o esperado e pelo desempenho de gigantes de semicondutores — Samsung Electronics saltou 3,2% e SK Hynix subiu 0,16% após divulgação de balanço. Ainda assim, o viés predominante foi de aversão a risco, com a S&P/ASX 200 recuando 0,57% em Sydney.
A combinação de tensão geopolítica e alta do petróleo tem implicações concretas para a economia global: pressiona custos de energia, pode segurar ganhos reais e tende a aumentar o risco de aceleração da inflação. Para economias emergentes, isso traduz-se em maior desafio para a manutenção de políticas fiscais e monetárias estáveis — e eleva o prêmio de risco que investidores exigem em períodos de incerteza.