As principais praças da Ásia fecharam sem direção única nesta terça-feira, em movimentos ainda influenciados pelo rali de Wall Street e pela incerteza geopolítica. O índice sul-coreano Kospi subiu 1,62%, a 6.358,95 pontos, recuperando parte da forte queda superior a 5% registrada no pregão anterior. Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,32%, para 63.957,53 pontos, também em recuperação.
A dispersão regional foi clara: em Hong Kong o Hang Seng caiu 0,60%, a 25.852,92 pontos, enquanto o Taiex de Taiwan registrou baixa marginal de 0,06%, a 43.360,66 pontos. Na China continental, Xangai teve alta de 0,33% (3.822,28 pontos) e Shenzhen subiu 2,73% (2.486,10 pontos). Na Oceania, o S&P/ASX 200 em Sydney fechou em alta de 1,40%, a 9.145,80 pontos.
O comportamento dos mercados segue muito atrelado às oscilações do petróleo e ao quadro diplomático no Oriente Médio. Ontem, Nova York estendeu o rali pelo terceiro pregão consecutivo enquanto o petróleo recuou diante de expectativas de negociações para encerrar o conflito. Na madrugada, porém, os preços do petróleo voltaram a subir diante de sinais mistos sobre diálogo entre EUA e Irã; Teerã negou que haja conversas em curso depois de declaração de Donald Trump sobre um ataque cancelado.
O episódio expõe a sensibilidade dos ativos à combinação de risco geopolítico e intervenções cambiais — a sessão anterior mostrou que Japão e EUA atuaram em conjunto para sustentar o iene, pressionando bolsas locais. Para investidores, a mensagem é de cautela: ganhos em Wall Street não blindam mercados regionais contra volatilidade do petróleo e ruídos diplomáticos, que podem complicar expectativas de risco e custos para economias dependentes de commodities.