As bolsas da Ásia fecharam sem direção única nesta quinta-feira (21), em um dia marcado pela sobreposição de um rali em Wall Street com a recuperação dos preços do petróleo. O índice sul‑coreano Kospi disparou 8,42%, a 7.815,59 pontos, liderando os ganhos regionais. Entre os destaques, a Samsung Electronics avançou 8,5% depois de fechar um acordo provisório com líderes sindicais que afastou o risco de greve, e a SK Hynix, parceira da Nvidia, subiu 11,2%. No Japão, o Nikkei subiu 3,14% (61.684,14 pontos) e o Taiex taiwanês avançou 3,37% (41.368,21 pontos).
O impulso do setor de tecnologia veio em grande parte do balanço da Nvidia — lucro trimestral acima de 200% e receita em alta de 85% — que reforçou a narrativa de forte demanda por chips de inteligência artificial. Ontem, bolsas de Nova York registraram ganhos generalizados, com o Nasdaq em destaque, e esse otimismo transbordou para ações sensíveis à tecnologia na Ásia.
Em contraste, mercados chineses recuaram: o Xangai Composto caiu 2,04% (4.077,28 pontos) e o Shenzhen Composto recuou 2,40% (2.800,37 pontos). O Hang Seng teve queda de 1,03% (25.386,52 pontos). Analistas relacionaram o movimento à piora do apetite por risco diante das incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã e à alta do petróleo, que subiu durante a madrugada e se estabilizou pela manhã.
O resultado é uma assimetria clara: ganhos concentrados na tecnologia beneficiada pela onda de IA e perdas em ativos mais expostos a risco geopolítico e commodities. Para investidores e formuladores de política, a combinação de alta do petróleo e tensão internacional tende a aumentar volatilidade e exigir maior discrição na gestão de risco — um fator relevante também para mercados emergentes, que podem ver pressão adicional sobre inflação e prêmio de risco.