As bolsas da Ásia fecharam sem sintonia nesta sessão, após declarações de um dirigente do Federal Reserve que reduziram as apostas de novas altas de juros nos EUA. O movimento deu fôlego a nomes de tecnologia e a fabricantes de componentes, mas não eliminou riscos vindos do petróleo e da recente volatilidade nos rendimentos globais.
Em Tóquio, o Nikkei subiu 1,3%, a 65.020,94 pontos, com ganhos expressivos em papéis como Kioxia (+5,4%), SoftBank (+11,8%), Taiyo Yuden (+6,4%) e Advantest (+2,5%). Ainda assim, o índice encerrou a semana em queda de 2,08%, refletindo o impacto de preços elevados do petróleo e do avanço nos rendimentos dos títulos globais que pressionaram ações ao longo do período. A Dynamic Map Platform, que tinha subido 83% no mês passado, recuou 15,9% na sessão.
Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 1,6%, a 6.687,21 pontos, impulsionado pela recuperação das ações de tecnologia em Nova York; Samsung Electronics e SK hynix fecharam em alta de 2,20% e 3,2%, respectivamente. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,7%, a 25.650,87 pontos, após quatro quedas consecutivas, enquanto a Shein caiu 9,2% no quarto pregão desde sua estreia em Hong Kong. O Taiex de Taiwan subiu 1,5%, a 46.551,13 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto cedeu 0,3%, a 3.930,12 pontos, e o Shenzhen Composto recuou 0,8%, a 2.492,96 pontos. A Oceania teve desempenho negativo, com o S&P/ASX 200 em Sydney caindo 0,16%, a 9.005,90 pontos. O cenário mostra que, embora a redução das apostas de alta pelo Fed dê alento imediato, fatores como preço do petróleo, rendimentos de títulos e a instabilidade em IPOs continuam a criar fragilidade — um lembrete de que ganhos recentes podem ser revertidos por choques externos.