As bolsas da Ásia encerraram a sessão sem direção única nesta sexta-feira, interrompendo o rali dos dois pregões anteriores à medida que o apetite por risco foi reduzido pela retomada de ataques entre forças americanas e iranianas. A escalada, um mês após uma trégua, reaqueceu temores geopolíticos que vinham recuando.
Segundo o Comando Central dos EUA, embarcações de guerra americanas sofreram ofensiva no Estreito de Ormuz, em episódios descritos como “ataques não provocados”, aos quais os EUA responderam com represálias contra instalações militares iranianas. O episódio deu suporte ao petróleo, que vinha acumulando três quedas consecutivas, e repercutiu nos mercados.
Os movimentos foram heterogêneos: o japonês Nikkei caiu 0,19%, a 62.713,65 pontos; o Hang Seng recuou 0,87%, a 26.393,71; o Taiex cedeu 0,79%, a 41.603,94; enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,11%, a 7.498,00 pontos, atingindo novo recorde. Na China continental, Xangai ficou estável em 4.179,95 e Shenzhen subiu 0,12% para 2.875,75. Na Oceania, o S&P/ASX 200 caiu 1,51% para 8.744,40.
O episódio acende alerta para efeitos mais amplos: além de reforçar a volatilidade, a nova fase de tensão tende a sustentar preços do petróleo e a pressionar expectativas de inflação, o que pode complicar a agenda de bancos centrais já atentos ao ritmo da atividade. Investidores, em busca de proteção, podem reduzir exposição a ativos mais arriscados, elevando custo de capital para economias sensíveis a choques externos.