As bolsas asiáticas encerraram a sessão sem direção única, em um dia marcado por fatores externos que limitaram movimentos mais firmes. Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,12%, a 65.606,71 pontos, e em Seul o Kospi recuou 0,60%, a 6.258,77 pontos. Em contrapartida, o Hang Seng avançou 0,54%, a 25.668,03 pontos, e o Taiex de Taiwan perdeu 0,38%, a 44.225,91 pontos.

Na China continental, Xangai e Shenzhen fecharam em alta — 1,02% e 1,40%, respectivamente — impulsionadas por dados de comércio: as exportações chinesas cresceram 23,9% em julho na comparação anual, acima do esperado, ainda que em desaceleração frente ao mês anterior. O desempenho reforça recuperação do lado da demanda externa, mas não foi suficiente para neutralizar riscos vindos do petróleo.

Os preços do petróleo subiram com o conflito persistente entre EUA e Irã, e dúvidas sobre um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz — passagem usada por cerca de um quinto do petróleo marítimo mundial. Ontem, as bolsas de Nova York recuaram enquanto o Brent registrou alta adicional de cerca de 1% no fim da madrugada, pressionando perspectivas de custos mais elevados para empresas e consumidores.

Investidores na Ásia também mantiveram postura cautelosa diante do relatório payroll de emprego dos EUA, indicador-chave para calibrar o timing de novas altas de juros pelo Federal Reserve. A combinação de petróleo mais caro e sinais econômicos divergentes aumenta a incerteza sobre inflação e trajetória das taxas, limitando apetite por risco nos mercados acionários.

No Pacífico, a Austrália registrou leve queda — S&P/ASX 200 recuou 0,09% para 9.263,60 pontos — em sessão de baixa amplitude. Em termos práticos, a manutenção do petróleo em patamares elevados tende a amplificar pressões inflacionárias globais e complicar decisões de política monetária, com impacto especialmente sensível para economias dependentes de importação de energia.