As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira. O destaque foi a queda do índice sul‑coreano Kospi, que recuou 4,46%, para 6.516,27 pontos, puxado pela liquidação de papéis ligados à inteligência artificial — movimento que refletiu vendas acumuladas após o pregão que não ocorreu na Coreia na sexta-feira.
Entre os nomes de maior peso, Samsung Electronics e SK Hynix recuaram mais de 4%. Em outras praças, o Hang Seng subiu 2,36% em Hong Kong (25.143,05 pontos), o Taiex cedeu 0,52% em Taiwan (42.449,70 pontos) e, na China continental, o Xangai Composto avançou 0,85% (3.796,28), enquanto o Shenzhen Composto caiu 1,33% (2.401,68), após o banco central local manter suas principais taxas.
Investidores na região também seguiram a escalada de tensões entre EUA e Irã. Notícias de que Teerã recebeu propostas de mediadores com Washington trouxeram alívio temporário aos preços do petróleo. No Japão não houve pregão devido a feriado, e na Oceania o S&P/ASX 200 em Sydney ficou próximo da estabilidade, com baixa marginal de 0,06% (8.791,30 pontos).
A liquidação em ativos ligados à IA expõe a fragilidade do movimento recente: temores de que investimentos massivos na tecnologia não revertam em ganhos de produtividade e lucro pressionaram avaliações. No caso da Coreia, a forte concentração em semicondutores amplifica oscilações do índice, com impacto direto sobre mercados exportadores e cadeias globais de tecnologia.
O quadro é, por ora, uma fotografia do momento: misto e sensível a notícias geopolíticas e decisões de política monetária. Para investidores e gestores, a combinação de volatilidade setorial e riscos externos acende alerta sobre alocação e estratégia em um mês marcado por sinais contraditórios.