As bolsas da Ásia encerraram a sessão desta sexta-feira sem direção única, refletindo uma combinação de recordes setoriais e risco geopolítico. Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,97%, a 59.716,18 pontos, sustentado pelo bom desempenho das ações ligadas ao setor de semicondutores. Em Taiwan, o Taiex saltou 3,23%, a 38.932,40 pontos, com a TSMC subindo 5,05%. Hong Kong marcou alta leve (Hang Seng +0,24%, a 25.978,07), enquanto o Kospi sul-coreano ficou praticamente estável, a 6.475,63 pontos.
Por outro lado, a China continental operou em baixa: o Xangai Composto recuou 0,33%, a 4.079,90 pontos, e o Shenzhen Composto caiu 0,60%, a 2.743,05 pontos. A Oceania também fechou sem força relevante — o S&P/ASX 200 recuou 0,08%, a 8.786,50 pontos — evidenciando um quadro regional heterogêneo, em que ganhos ligados a tecnologia convivem com aversão ao risco.
No centro da volatilidade está o impasse entre Estados Unidos e Irã: embora o presidente americano tenha estendido uma trégua por prazo indeterminado, não há sinais de avanço para negociações de paz, e o bloqueio naval aos portos iranianos segue em vigor. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, permanece em grande parte comprometido, e ações militares mais enérgicas dos EUA aumentaram a tensão.
Essa incerteza elevou o preço do petróleo pelo quinto dia seguido: o Brent subiu cerca de 1,5%, rondando US$ 101 o barril, ampliando um prêmio de risco que tende a pressionar custos logísticos e combustível. Para os mercados, o resultado é claro: ganhos pontuais em renda variável — sobretudo ligados a chips — não anulam o impacto macroeconômico de um choque de oferta em energia, que pode repercutir em inflação e reduzir margem de manobra para políticas fiscais e monetárias.