As bolsas asiáticas fecharam sem tendência uniforme nesta quarta-feira (4), enquanto investidores assimilavam a vitória dos democratas nas eleições legislativas dos Estados Unidos. O resultado deve tornar mais difícil a aprovação de mudanças profundas na agenda econômica do governo americano, uma leitura que tende a reduzir o risco de choques de política.
No front político, analistas apontam que a maior bancada democrata não deve provocar alteração imediata nas regras, já que o partido ainda não alcança uma maioria no Senado capaz de contornar obstruções, e o presidente mantém poder de veto. No mercado, esse freio institucional é visto em geral como favorável à previsibilidade econômica.
A magnitude dos ganhos dos democratas nas eleições não altera muito o cenário de política no curto prazo, já que o partido ainda não tem uma maioria no Senado à prova de obstrução (filibuster) e o presidente Trump tem poder de veto para barrar legislação
Setor de tecnologia e empresas ligadas à inteligência artificial e a semicondutores seguiram em foco e registraram realização. No Japão, o Nikkei caiu 1,42%, para 62.188,63 pontos; ações do SoftBank recuaram 3,2% e a Kioxia caiu 5,4% após projeções desapontarem. Em Seul, o Kospi subiu 0,62%, a 5.683,80 pontos, com SK Hynix -0,1% e Samsung -0,7%.
Em Taiwan o Taiex perdeu 0,83%, para 42.948,91 pontos, enquanto Hong Kong avançou: Hang Seng +1,67% a 23.919,50. Na China continental, Xangai subiu 2,16% a 3.686,17 e Shenzhen ganhou 3,7% a 2.149,84. Na Oceania, o S&P/ASX 200 caiu 0,59%, a 8.834,50 pontos. O quadro mostra preferência por estabilidade política, mas com volatilidade setorial impulsionada por revisão de preços em papéis ligados a IA.