As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, em um dia marcado pelo avanço dos preços do petróleo impulsionado por novas tensões entre Estados Unidos e Irã. Em Tóquio o índice Nikkei recuou 1,06%; Seul, Hong Kong e Taiwan também registraram quedas, enquanto Xangai e Shenzhen avançaram com base em dados industriais positivos.

O risco geopolítico veio à tona após declarações do presidente americano indicando bloqueio naval ao Irã até um acordo sobre o programa nuclear, informação divulgada por veículos internacionais. O Brent subiu pelo quarto dia seguido, atingindo patamares não vistos em quatro anos, movimento que tende a repercutir em custos globais de energia e inflação.

No front econômico, os PMIs chineses surpreenderam positivamente: o PMI oficial ficou em 50,3 e o da S&P Global/RatingDog em 52,2, ambos acima das expectativas, alimentando apetite por ações locais. O Kospi, ainda assim, acumulou quase 31% em abril, seu melhor mês desde 1998, refletindo otimismo no setor de tecnologia.

Para investidores e formuladores de política, a combinação de alta do petróleo e recuperação chinesa cria um dilema: ganhos de risco impulsionam mercados acionários regionais, mas a subida do petróleo pressiona inflação e pode complicar a trajetória de juros. Países importadores de energia podem ver custos fiscais e de preços ao consumidor aumentar, amplificando efeitos macroeconômicos e riscos para a estabilidade dos mercados.