As bolsas asiáticas encerraram a sessão desta segunda-feira em geral no azul, com recordes em Tóquio, Seul e Taipé sustentados pelo otimismo em torno da rápida expansão da inteligência artificial. O Nikkei subiu 1,38%, a 60.537,36 pontos; o Kospi avançou 2,15%, a 6.615,03 pontos; e o Taiex ganhou 1,76%, a 39.616,63 pontos, todos puxados por ações de eletrônicos e fabricantes de semicondutores.
O fenômeno reflete um fluxo de capitais globais em busca de exposição às cadeias de hardware que abastecem IA. Como observou Charu Chanana, estrategista-chefe da Saxo, Japão, Coreia e Taiwan têm sido premiados por essa exposição — mas a concentração setorial também aumenta o risco de correção se a demanda por chips desacelerar ou se estimativas de lucros forem revistas.
Nem todos os mercados acompanharam o rali: na China continental, o Xangai Composto subiu modestos 0,16% (4.086,34 pontos) e o Shenzhen avançou 0,50% (2.756,68), enquanto o Hang Seng caiu 0,20%, a 25.925,65 pontos, em meio a sinais persistentes de fragilidade na demanda doméstica e dúvidas sobre a continuidade e eficácia das políticas locais. Na Oceania, o S&P/ASX 200 perdeu 0,23%, a 8.766,40 pontos.
Além do tema tecnológico, fatores externos limitaram as altas: o impasse entre EUA e Irã reacendeu o petróleo ao longo da madrugada — o Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo mundial — e relatos de propostas iranianas complexificaram o quadro. Em suma, o rali mostra força setorial e apetites de risco, mas também expõe os mercados asiáticos a riscos de concentração, choques geopolíticos e revisões de demanda que poderão testar a sustentação dos recordes.