As bolsas da região Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, em reação a uma renovada tensão geopolítica após o presidente dos EUA intensificar advertências contra o Irã. Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,97%, a 60.815,95 pontos; em Hong Kong o Hang Seng recuou 1,11%, a 25.675,18 pontos; e o Taiex cedeu 0,68%, a 40.891,82 pontos. Apenas o sul-coreano Kospi avançou 0,31%, a 7.516,04 pontos, em parte recuperando perdas fortes do pregão anterior.
A nova ofensiva verbal vindo de Washington — em publicação na rede Truth Social o presidente disse que o tempo está se esgotando para o Irã e advertiu sobre consequências severas — reacendeu temores de uma escalada no Oriente Médio. O impacto já apareceu nos mercados de energia: o Brent avançava quase 1%, negociado acima de US$ 110 por barril, diante do risco de interrupções no fornecimento.
A leitura dos mercados chineses foi misturada, influenciada por dados econômicos mais fracos do que o esperado: o Xangai Composto caiu 0,09%, a 4.131,53 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,03%, a 2.862,44 pontos. Na Oceania, a aversão ao risco predominou e o S&P/ASX 200 recuou 1,45% em Sydney, a 8.505,30 pontos.
Do ponto de vista econômico, a combinação de tensão geopolítica e alta do petróleo acende um sinal de alerta para inflação e custos corporativos, além de aumentar a volatilidade financeira. Investidores tendem a reajustar carteiras, elevando prêmios por risco e pressionando ativos mais sensíveis ao ciclo. Para governos e bancos centrais, o cenário complica o já delicado equilíbrio entre contenção da inflação e suporte ao crescimento.