As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira (13) após nova alta do petróleo na madrugada, motivada pelo fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã e pelo anúncio do plano americano de bloquear o Estreito de Ormuz e portos iranianos. A medida, confirmada pelo presidente Donald Trump, passou a vigorar hoje às 11h (horário de Brasília) e reaqueceu temores de interrupção no tráfego de petróleo.

O impacto foi heterogêneo: em Tóquio o Nikkei recuou 0,74%, a 56.502,77 pontos; em Seul o Kospi caiu 0,86%, a 5.808,62 pontos; e em Hong Kong o Hang Seng cedeu 0,90%, a 25.660,85 pontos. Na China continental houve leve resistência — o Xangai Composto subiu 0,06%, a 3.988,56 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 0,54%, a 2.666,54 pontos — enquanto Taiwan registrou alta marginal no Taiex, de 0,11%, a 35.457,29 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200 fechou em queda de 0,39%, a 8.926,00 pontos.

O Brent saltou mais de 7% no pregão, revertendo parte das perdas da semana anterior, quando chegou a cair cerca de 13% diante de expectativas de acordo entre Washington e Teerã. A retomada do preço do petróleo eleva pressões inflacionárias e pode pressionar custos de transporte e insumos, com efeitos diretos sobre contas públicas, consumo e lucro das empresas que dependem de combustíveis importados.

Para investidores e formuladores de política, o episódio reforça um cenário de maior volatilidade nos mercados de commodities e risco geopolitico. No curto prazo, operadores devem monitorar a evolução do tráfego no Estreito de Ormuz e novas negociações diplomáticas; no plano doméstico, a alta do petróleo tende a complicar a trajetória da inflação e a exigir resposta cuidadosa de política monetária e fiscal, com impacto real sobre empresas, preços e poder de compra dos cidadãos.