As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, acompanhando o alívio momentâneo nas tensões entre EUA e Irã. O acordo de suspensão das hostilidades e a liberação do tráfego no Estreito de Hormuz deram algum suporte ao apetite por risco, com destaque para ganhos em Hong Kong e Xangai.
Os números confirmam a recuperação parcial: o Hang Seng subiu 1,57% (23.026,68 pontos) e o Shanghai Composto avançou 1,16% (4.073,90), enquanto o Nikkei teve leve alta de 0,15% (69.468,11). Houve exceções: o Kospi caiu 0,20% (8.394,65) e o Shenzhen Composite recuou 0,12% (2.782,80). Na Oceania, Sydney encerrou em alta, com o S&P/ASX 200 subindo 0,68% (8.823,40).
O quadro, porém, mantém fragilidades. Os preços do petróleo voltaram a subir — o Brent avançava quase 1%, acima de US$ 73 por barril — refletindo dúvidas sobre a durabilidade do cessar-fogo. Além disso, ações ligadas ao boom da inteligência artificial seguiram pressionadas após liquidações recentes em Nova York: SoftBank caiu 5,33% em Tóquio; Samsung Electronics e SK Hynix recuaram 4,76% e 1,68% em Seul, respectivamente.
Para investidores e formuladores de política, a sessão reforça que o retorno do risco é condicional e volátil. A pausa nos confrontos trouxe alívio, mas a alta do petróleo pressiona inflação importada e custos para economias dependentes de energia. A correção em tecnologia, por sua vez, reduz a propensão ao risco em um setor que vinha sustentando parte dos ganhos recentes. O cenário exige vigilância: ganhos imediatos podem ser revertidos se as incertezas geopolíticas ou as vendas em tecnologia se aprofundarem.