As principais bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira (22), influenciadas por sinais de avanço nas negociações de alto nível entre Estados Unidos e Irã e pelo otimismo contínuo em torno do boom da inteligência artificial. O movimento trouxe novas máximas históricas no Japão e na Coreia do Sul, em uma sessão marcada por menor aversão a risco.

Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 1,55%, alcançando 72.353,96 pontos; em Seul, o Kospi avançou 0,69%, a 9.114,55 pontos. No mercado de tecnologia, o SoftBank Group teve alta de 1,87% e a Tokyo Electron subiu 3,24%, enquanto a sul‑coreana SK Hynix saltou 5,61%. Na China continental, Shanghai e Shenzhen subiram 1,78% e 1,70%, respectivamente, e o Taiex de Taiwan ganhou 2,75%. Em contrapartida, o Hang Seng caiu 0,65% em Hong Kong e a bolsa australiana recuou 0,14%.

A rodada recém‑concluída de negociações entre EUA e Irã na Suíça foi classificada por mediadores como de 'progressos encorajadores', e estão previstas conversas técnicas ao longo da semana. Ao mesmo tempo, houve relatos conflitantes sobre o Estreito de Ormuz — o Irã afirmou que a rota foi fechada no fim de semana, mas os EUA apontaram tráfego normal — e o Brent recuou cerca de 1,5%, para abaixo de US$ 79 por barril. O PBoC manteve suas principais taxas de juros inalteradas.

Do ponto de vista econômico, a combinação de alívio geopolítico e o impulso às ações de tecnologia reduz temporariamente prêmios de risco e favorece ativos sensíveis ao crescimento e à inovação. Mas a sustentação das altas depende da continuidade das negociações e da estabilidade no mercado de petróleo; volatilidade nesses vetores pode rapidamente inverter o apetite por risco. Para investidores e formuladores, o quadro abre espaço para alívio nas pressões inflacionárias externas, mas não elimina incertezas macro e geopolíticas.