As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta quarta-feira com o recuo dos preços do petróleo, apoiadas por sinais de progresso nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz e relatos sobre uma possível trégua entre EUA e Irã. O índice Nikkei subiu 0,62% em Tóquio, aos 66.262,16 pontos, e o sul-coreano Kospi avançou 0,97%, para 6.808,21 pontos.
Em outros mercados regionais, o Hang Seng ganhou 0,56% (25.652,97 pontos) e o Taiex de Taiwan subiu 1,47% (45.832,62). Na China continental, o Xangai Composto avançou 0,59% (3.912,52) e o Shenzhen Composto teve alta de 0,50% (2.517,87). A exceção foi a Austrália, onde o S&P/ASX 200 caiu 0,40%, chegando a 9.127,80 pontos.
O petróleo Brent operou em queda pelo terceiro dia seguido, recuando mais de 2% para cerca de US$ 85,30 o barril na madrugada. A leitura do mercado é direta: menor risco geopolítico reduz prêmio de seguro e o custo imediato de energia, aliviando pressões sobre inflação e custos logísticos em economias importadoras.
O efeito, contudo, é duplo. Para consumidores e bancos centrais, preços menores podem desacelerar a inflação e aliviar a necessidade de aperto adicional. Para produtores e empresas do setor, a queda amplia incerteza sobre receitas e margens. Se o otimismo diplomático fracassar, a volatilidade pode voltar com força — lembrando que choques em rotas estratégicas ainda têm potencial de perturbar preços e sentidos políticos.