As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira (21), com ações de tecnologia e eletrônicos liderando os ganhos mesmo em meio a um ambiente geopolítico incerto. Em Seul, o índice Kospi renovou o recorde ao subir 2,7%, para 6.388,47 pontos, impulsionado pelas fabricantes de chips: Samsung Electronics avançou 2,10% e SK Hynix subiu 4,97%. No Japão, o Nikkei ganhou 0,9%, aos 59.349,17 pontos, com altas expressivas em nomes ligados a eletrônica e semicondutores; Ibiden teve salto de 10% e SoftBank subiu 8,5%.

Outras praças também fecharam no verde: o Hang Seng subiu 0,5%, aos 26.487,48 pontos, com a Kingboard Laminates avançando 8,5%. Em Taiwan, o Taiex subiu 1,8%, a 37.605,11 pontos, impulsionado por papéis como MediaTek e Kinsus Interconnect Tech, que avançaram cerca de 10%. Na China continental, o Xangai Composto teve leve alta de 0,1%, a 4.085,08 pontos, enquanto o Shenzhen ficou estável em 2.761,35 pontos. Já a bolsa australiana ficou próxima da estabilidade, com o S&P/ASX 200 caindo 0,04%, a 8.949,40, e as ações da Lynas Rare Earths recuando 2%.

O rali setorial reforça a concentração de bets em semicondutores e cadeias ligadas à tecnologia, beneficiando exportadores coreanos e fabricantes de componentes. Mas o episódio também expõe fragilidades: custos de insumos e pressões geopolíticas podem morder margens. A CEO da Lynas destacou ao Nikkei Asia que a mineradora se beneficia de preços mais altos das terras raras, mas que o aumento no custo de produtos químicos — como o ácido sulfúrico, afetado pela guerra com o Irã — terá impacto nos negócios.

Para investidores e formuladores de política, o quadro pede acompanhamento: embora o apetite por risco sustente índices e valorizações no curto prazo, o avanço concentra-se em setores sensíveis a interrupções de oferta e a variações nos custos de produção. Nas próximas sessões, o mercado deve calibrar ganhos setoriais com sinais macro e geopolíticos que podem alterar a trajetória dos papéis de tecnologia.