As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta‑feira, com destaques para o Japão e a Coreia do Sul. O índice Nikkei subiu 2,53%, alcançando 66.329,50 pontos — nível inédito e acumulando ganho de 12% no mês. Em Seul, o Kospi avançou 3,55%, a 8.476,15 pontos, também em máxima histórica; a Samsung Electronics saltou 5,84% e o Kospi registra alta de 28% em maio, puxado por ações de semicondutores.

Outros mercados seguiram o viés positivo: o Hang Seng subiu 0,70% em Hong Kong (25.182,39 pts) e o Taiex avançou 2,51% em Taiwan (44.732,94 pts). Na contramão, os índices da China continental recuaram — Xangai caiu 0,73% (4.068,57 pts) e Shenzhen teve baixa de 1,90% (2.805,62 pts). Na Oceania, o S&P/ASX 200 subiu 1,62% em Sydney, a 8.731,70 pontos.

Os movimentos foram impulsionados por dois vetores: primeiro, dados de inflação subjacente de Tóquio em maio cresceram mais lentamente do que o esperado, aliviando pressões sobre custos e reduzindo a urgência por aperto monetário local; segundo, o boom global em inteligência artificial segue favorecendo gigantes de tecnologia e semicondutores, concentrando ganhos em papéis de alta exposição ao setor.

Há também um componente geopolítico relevante: negociadores dos EUA e do Irã chegaram a um entendimento preliminar para prorrogar o cessar‑fogo por 60 dias, o que alimentou a esperança de reabertura parcial do Estreito de Ormuz — rota de cerca de um quinto do petróleo mundial. A perspectiva de redução do prêmio de risco sobre o barril pressiona o Brent para baixo e tende a moderar leituras inflacionárias globais, embora o acordo ainda dependa de confirmações formais e possa mudar o sentimento de risco se não avançar.