As principais bolsas dos Estados Unidos mostravam movimento sem direção única nesta quarta-feira (15), em sessão influenciada por balanços corporativos e desenvolvimentos geopolíticos. Por volta das 12h30 (horário de Brasília), o S&P 500 subia 0,44%, a 6.997 pontos; o Nasdaq avançava cerca de 1%, a 23.876 pontos; e o Dow Jones recuava 0,31%, para 48.385 pontos.

No pregão, ajudaram o humor os resultados de gigantes financeiros: as ações do Bank of America subiram mais de 1,5% após divulgação de crescimento do lucro no primeiro trimestre, e o Morgan Stanley teve alta superior a 4,4% depois de registrar salto nos ganhos. O S&P 500 acumula agora nove altas em dez sessões e ganha 10% nesse período, ficando próximo de um recorde histórico.

O comportamento do mercado também reflete sinais diplomáticos: o presidente americano afirmou que a guerra com o Irã está “muito próxima do fim” e mencionou possibilidade de retomar negociações, reduzindo temporariamente o prêmio de risco. Ainda assim, a incerteza persiste — analistas lembram, por exemplo, o anúncio de um bloqueio do Estreito de Ormuz — e os preços do petróleo permanecem elevados: o Brent de junho rondava US$ 95,45 o barril e o WTI de maio, US$ 92,55.

A combinação de avanços acionários e petróleo caro expõe um duplo efeito: embora o alívio diplomático favoreça ativos de risco e impulsione a recuperação desde a correção de março, combustíveis ainda caros pressionam o custo de vida nos EUA. Para investidores e formuladores de política, o quadro indica ganho de confiança frágil, sujeito a reverberações rápidas caso o cenário geopolítico volte a se deteriorar.