As bolsas da Europa encerraram a sessão desta terça-feira em alta, revertendo o início de semana negativo, impulsionadas pela expectativa de uma nova rodada de conversas entre Estados Unidos e Irã. A possibilidade de avanço diplomático reduz o prêmio de risco ligado ao Estreito de Ormuz e alimenta apetite por ativos mais sensíveis a commodities e viagens.
Os principais índices registraram ganhos: o FTSE 100 subiu 0,25%, a 10.609,06 pontos; o DAX avançou 1,23%, a 24.034,29; o CAC 40 ganhou 1,12%, a 8.327,86; o FTSE MIB cresceu 1,36%, a 48.175,65; o Ibex 35 subiu 1,46%, a 18.287,54; e o PSI 20 ficou 0,03% em Lisboa. As cotações são preliminares.
No panorâmica setorial, o índice Stoxx 600 ganhou 0,87%, com turismo e lazer liderando (+1,94%) e serviços financeiros em alta moderada (+0,55%). O subíndice de luxo teve alta de 1,07% e a LVMH encerrou a sessão em alta de 1% em Paris, mesmo após sinalizar vendas fracas no início do ano — evidência de que a demanda de luxo segue sensível a choques geopolíticos.
A reação, porém, vem acompanhada de sinais de cautela. A BP disse esperar resultado excepcional no comércio de petróleo no trimestre, mas suas ações caíram 1,54% ao alertar que maior volatilidade pode obscurecer resultados. BHP subiu 1,29% após a China suspender proibições sobre seu minério; concorrentes Rio Tinto e Glencore cederam 0,34% e 0,60%, respectivamente.
O panorama combina alívio momentâneo com risco de reversão. A presidente do BCE ressaltou que a zona do euro não está no epicentro dos efeitos do conflito, mas que o cenário segue altamente incerto e requer monitoramento. Para investidores e formuladores, isso significa que qualquer avanço diplomático pode reduzir pressões inflacionárias e ajudar ativos sensíveis ao crescimento, mas a persistente volatilidade pode cobrar preço nos resultados corporativos e na condução de política monetária.