As principais bolsas da Europa fecharam em queda nesta sexta-feira, com investidores reassessando o impacto político e econômico após a vitória democrata na Câmara e no Senado dos EUA e a possibilidade de novas altas de juros. Em Londres o FTSE 100 caiu 1,01% para 10.673,94 pontos; em Frankfurt o DAX recuou 2,02%, a 25.794,12 pontos; em Paris o CAC 40 perdeu 0,81%, a 8.139,00 pontos. Em Milão o FTSE MIB caiu 0,90% (50.052,96), em Madri o Ibex 35 recuou 0,85% (19.319,50) e em Lisboa o PSI 20 teve leve queda de 0,07% (9.476,73). As cotações são preliminares.

Depois de uma forte liquidação na véspera, papéis ligados à inteligência artificial tentaram recuperação: a holandesa ASML avançou 2,3% e a ASM International subiu 1,7%. Mesmo assim, gestores como a Deutsche Asset Management afirmam que ainda não está claro se a expansão de data centers será efetivamente reduzida na escala já precificada pelo mercado.

O setor aéreo foi destaque em alta. A Air France-KLM subiu 7,2%, enquanto Lufthansa e Ryanair ganharam 3% e 1%, respectivamente, apesar de novas ameaças a voos na Europa. Em contraste, ações de empresas de saúde mostraram fraqueza: AstraZeneca, GSK, Sanofi e Novartis registraram perdas próximas de 1% num movimento de aversão ao risco que, segundo o Swissquote Bank, atingiu múltiplos segmentos.

A leitura do payroll dos EUA intensificou apostas sobre uma nova elevação do Fed, e no Reino Unido o economista-chefe do BoE, Huw Pill, disse que a decisão recente de subir a taxa foi preventiva, com futuros passos condicionados aos dados. A combinação de incertezas políticas, sinais de bancos centrais e fluxo de venda reforçou a volatilidade entre setores e ativos.