As bolsas europeias operavam próximas da estabilidade na manhã desta segunda-feira, enquanto a incerteza sobre um eventual acordo para reabrir o Estreito de Ormuz sustentava os preços do petróleo. Por volta das 6h (Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 tinha queda marginal de 0,02%, em 660,13 pontos, após avançar 1,7% na semana anterior e fechar em nível recorde.

O movimento dos ativos reflete dois vetores: por um lado, a esperança de que os juros nos EUA não subam no curto prazo, reforçada por dados recentes de emprego mais fracos e resultados corporativos sólidos; por outro, o risco geopolítico. No fim de semana, um alto representante do Irã fez exigências rígidas para permitir a volta da passagem, e o Brent anotava alta de cerca de 1% nas primeiras horas.

Com agenda econômica esvaziada e a temporada de balanços próxima do fim, investidores aguardam o dado de inflação ao consumidor nos EUA, previsto para quarta-feira. Na ponta das praças, às 6h20 (Brasília), Londres recuava 0,36%, Paris 0,22%, Frankfurt avançava 0,28%, Milão permanecia estável, Lisboa subia 0,02% e Madri caía 0,07%.

O quadro impõe uma lição prática: a manutenção de preços elevados do petróleo adiciona um prêmio de risco que pode retroalimentar pressões inflacionárias e limitar o apetite por risco, mesmo com índices acionários em patamares elevados. Para governos e bancos centrais, sobretudo na Europa, a vigilância é dupla — diplomacia que resolva o gargalo logístico e política econômica que contenha efeitos sobre consumo e custo fiscal.