As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, em sessão marcada pela reprecificação de risco geopolítico. Em Londres, o FTSE 100 avançou 1,26% a 10.323,75 pontos; em Frankfurt o DAX subiu 1,24% a 24.247,58; e em Paris o CAC 40 ganhou 0,44% a 7.987,49. Houve exceções: o FTSE MIB de Milão recuou 0,91%. Dados preliminares mostram um padrão de busca por ativos ligados a energia e defesa.

O endurecimento do tom dos EUA em relação ao Irã reacendeu a atenção dos investidores. Autoridades americanas indicaram que pressionam Teerã a negociar rapidamente um acordo para encerrar hostilidades, enquanto fontes citadas pela agência Tasnim afirmaram que Washington concordou em suspender sanções ao petróleo iraniano — notícia que adicionou ambiguidade ao cenário para oferta global de petróleo.

O resultado foi petróleo volátil, porém com tendência de alta diante do risco de escalada, elemento que sustentou ações do setor energético: o segmento do Stoxx 600 ligado à energia subiu cerca de 1,3%. Paralelamente, a dirigente do Banco da Inglaterra, Megan Greene, advertiu que os bancos centrais não podem presumir que o choque inflacionário provocado por conflitos será temporário, reduzindo a margem para postura passiva em política monetária.

No front do Leste Europeu, a perspectiva de continuidade da ameaça russa favoreceu recompras em empresas de defesa: o Citi elevou recomendações e preços-alvo para Rheinmetall e Saab, e o setor aeroespacial e de defesa avançou perto de 2%. Para investidores e formuladores de política, o mix de riscos geopolíticos e a sinalização dos bancos centrais reforçam que o apetito por risco seguirá condicionado a volatilidade em energia e a potenciais reprecificações de juros.