As principais bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta terça-feira, enquanto investidores monitoravam os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e a decisão de política monetária do Banco Central Europeu marcada para quinta-feira. Londres foi a praça mais afetada, com o FTSE 100 recuando 1,41% para 10.227,33 pontos. Em Frankfurt o DAX caiu 0,80% (24.418,07), Paris avançou 0,05% (8.203,43), Milão subiu 0,11% (50.262,76), Madri perdeu 0,25% (18.178,33) e Lisboa cedeu 0,32% (8.902,89). As cotações são preliminares.
A notícia de que o presidente dos EUA disse ver um acordo próximo com o Irã aliviou parte da pressão sobre o preço do petróleo, mas o setor de energia do Stoxx 600 ainda fechou em queda de 0,23%. Em Londres, Shell recuou 1,74% e BP caiu 2,57%. Mineradoras também sofreram: Glencore perdeu 3,90% e Fresnillo 3,61%. A farmacêutica GSK teve leve baixa de 0,20% após anunciar a compra da americana Nuvalent por US$ 10,6 bilhões, movimento para reforçar oncologia.
Setores e praças seguiram dispersos: na Itália, o banco Monte dei Paschi di Siena avançou 3,15%, enquanto Intesa e BPM subiram 1,23% e 1,73% em ambiente de disputa por aquisições. Do lado macro, a produção industrial alemã decepcionou ao crescer menos do que o esperado em abril, o que adiciona incerteza ao quadro econômico da zona do euro.
Embora um aumento de juros pelo BCE já esteja amplamente precificado, analistas destacam que a presidente Christine Lagarde terá de equilibrar a mensagem na coletiva para vender o aperto como moderado. Para investidores, o aperto em busca de credibilidade do BCE tende a continuar a dividir o mercado: pressiona ativos sensíveis a custo de capital e, ao mesmo tempo, mantém a volatilidade elevada até que a orientação da autoridade monetária fique clara.