As bolsas europeias encerraram o pregão desta quinta-feira (5) sem direção única, pressionadas pela queda em ações de tecnologia em Nova York e por balanços corporativos que ampliaram a volatilidade. Investidores também avaliaram possíveis efeitos da vitória democrata nas eleições legislativas dos EUA.

Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,43%, a 10.782,66 pontos; em Frankfurt, o DAX recuou 0,41%, a 26.330,05 pontos. Paris subiu: o CAC 40 avançou 0,34%, a 8.205,37 pontos. Em Milão, o FTSE MIB perdeu 1,03%, a 50.505,87 pontos. Madri ganhou 0,40% (Ibex 35 a 19.448,20) e Lisboa subiu 0,98% (PSI 20 a 9.483,21). As cotações são preliminares.

pequeno e de curta duração

O Banco da Inglaterra elevou a taxa em 25 pontos-base, para 4%, e deixou em aberto a possibilidade de novo aperto. Para a Capital Economics, porém, o ciclo tende a ser "pequeno e de curta duração". Dados econômicos também influenciaram: encomendas industriais na Alemanha subiram 4,4% em setembro ante agosto, e o PPI da zona do euro avançou 11,1% em 12 meses.

Resultados corporativos mexeram com setores específicos. A Air France-KLM saltou 12,9% após lucro robusto, apesar de custos com combustível; companhias aéreas enfrentaram ainda desvios de rotas e pousos de emergência após novas ameaças de bomba. No setor siderúrgico e industrial, ArcelorMittal caiu 1,2% enquanto Lanxess subiu 5,6% e Rheinmetall despencou 16,2% ao rever projeções. Techs recuaram 3,3% no continente, com ASML -6,8%, ASM -7,4%, Infineon -8,5%, BE Semiconductor -7,9% e STMicroelectronics -9,3%. No setor de energia, o petróleo subiu, mas manteve-se abaixo de US$ 100 o barril; Equinor cedeu 0,3%, TotalEnergies ficou estável e Shell perdeu 0,3%.