As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta quinta-feira, em uma sessão marcada pela cautela. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,19%, a 10.457,01 pontos; em Frankfurt, o DAX recuou 0,06%, a 24.180,68 pontos. Paris registrou alta de 0,87% no CAC 40 (8.227,32), enquanto Milão avançou 0,26% (FTSE MIB a 47.907,41). Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,53% (17.910,60) e Lisboa ganhou 0,25% (PSI 20 a 9.208,77).
O panorama foi influenciado por dados fracos de atividade: o PMI composto da zona do euro caiu para 48,6 em abril (em nível de contração) e o índice da Alemanha marcou 48,3. O Ministério da Economia alemão cortou pela metade a projeção de crescimento de 2026, para 0,5%, citando a escalada do conflito entre Irã e EUA e o possível fechamento do Estreito de Ormuz — elementos que pressionam expectativas de demanda e comércio.
Especialistas citados no mercado apontaram que a ampliação do bloqueio naval americano complica negociações de paz e o fluxo de petróleo. O XTB assinalou impacto direto no comércio global; o ING advertiu para risco de interrupções prolongadas na oferta, cenário que sustenta a alta do petróleo e limita a recuperação dos índices diante de dados macro fracos.
Nos balanços, resultados seletivos deram fôlego a determinados papéis: L'Oréal saltou cerca de 9% em Paris após crescimento trimestral forte; Nestlé avançou quase 6% com vendas acima do esperado; Roche subiu 3%. Entre as altas relevantes estiveram ainda STMicroelectronics (+14,5%) e Nokia (+5,6%), enquanto Heineken caiu cerca de 1,2% por vendas fracas. No conjunto, a combinação de risco geopolítico, dados econômicos e balanços mantém os investidores em compasso de espera e acende um alerta sobre a fragilidade do crescimento europeu.