As bolsas europeias iniciaram a sessão em queda, pressionadas pelo setor de tecnologia e por resultados corporativos que vieram aquém do apetite de investidores por risco. Por volta das 6h40 (Brasília), o Stoxx 600 caía cerca de 0,70%, enquanto o subíndice de tecnologia registrava recuo de 1,4% após a divulgação de fluxo de caixa livre negativo da Alphabet e anúncio de aumento de gastos de capital.
Entre os papéis que mais pesaram, a STMicroelectronics despencou 13,7% em Milão após projetar receita para o terceiro trimestre levemente abaixo do esperado. Bancos também desfizeram parte dos ganhos: BNP Paribas e UniCredit caíram, respectivamente, 1,5% e 4% mesmo tendo superado previsões de lucro e receita, sinalizando que a leitura do mercado é seletiva e avessa a riscos.
A escalada do confronto entre Estados Unidos e Irã impulsionou o petróleo pela quinta sessão consecutiva: o Brent subiu cerca de 4,5%, negociando acima de US$ 98 por barril nas primeiras horas. A alta do combustível é um fator de pressão inflacionária imediato e reforça a cautela dos investidores diante de um cenário de custos maiores para empresas e consumidores.
No centro do dia está a decisão de política monetária do BCE, com expectativa majoritária de manutenção das taxas. Ainda assim, todos os olhos estarão na coletiva de Christine Lagarde em busca de pistas sobre a possibilidade de novo aumento em setembro, depois da alta de 25 pontos-base no mês passado. A confluência entre risco geopolítico, petróleo em alta e dúvidas sobre retorno dos investimentos em tecnologia torna o ambiente mais volátil e exige reprecificação de ativos.