As bolsas da Europa terminaram a sessão desta sexta-feira (30) majoritariamente em queda, pressionadas pela liquidação de ações de tecnologia e pela alta do petróleo, em meio a incertezas sobre as negociações entre EUA e Irã. O FTSE 100, em Londres, subiu 0,07%, a 10.729,78 pontos; o DAX, em Frankfurt, recuou 0,85%, a 25.818,75 pontos; o CAC 40 caiu 0,01%, a 7.969,42 pontos.

Em outras praças, o FTSE MIB de Milão recuou 1,0%, para 49.500,97 pontos; o Ibex 35 de Madri cedeu 1,04%, a 18.661,90 pontos; e o PSI 20 em Lisboa caiu 0,47%, a 9.276,13 pontos. As cotações citadas são preliminares.

podem se mostrar necessários

O setor de tecnologia perdeu 2,3% na sessão. Relatórios com os resultados da Amazon e da Intel reacenderam dúvidas sobre a sustentabilidade dos altos investimentos em inteligência artificial e seus retornos, penalizando papéis do segmento. A fabricante holandesa ASML tombou 6,45% em meio à aversão ao risco, enquanto empresas como AstraZeneca (+7,2%), Sanofi (+5%) e Puma (quase +6%) avançaram após balanços favoráveis. A BP fechou em leve alta de 0,5%.

A liquidação também refletiu a retomada de riscos geopolíticos: mediadores do Catar regressaram a Teerã para tentar destravar um acordo entre EUA e Irã, e o presidente dos EUA afirmou que o conflito acabará “de um jeito ou de outro”. No campo monetário, dirigentes do BCE alertaram para a possibilidade de novas altas de juros caso a inflação mantenha pressão: Fabio Panetta disse que aumentos “podem se mostrar necessários” e Martin Kocher avisou que será preciso agir se “a situação não melhore em breve”. O índice de preços ao consumidor da Alemanha desacelerou para 2,8% em outubro na comparação anual.

Investidores seguem avaliando balanços corporativos, os sinais de inflação e a postura dos bancos centrais. A combinação de resultados fracos em techs, avanço do petróleo e alertas do BCE provocou rotação de carteira e redução do apetite por ativos mais sensíveis ao risco na sessão.

a situação não melhore em breve