As bolsas da Europa encerraram a sessão em leve queda num dia dominado pela incerteza sobre a continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã. Londres perdeu 1,05% (FTSE a 10.498,09 pontos), Paris recuou 1,14% (CAC a 8.235,72) e Frankfurt caiu 0,50% (DAX a 24.295,01). Outros mercados regionais também registraram perdas: Milão (-0,63%), Madri (-0,47%) e Lisboa (-0,45%).

O foco dos investidores permanece na possibilidade de um acordo que evite uma escalada no Oriente Médio. Na véspera do fim do cessar‑fogo, o presidente americano afirmou esperar que o Irã envie uma delegação ao Paquistão, mas há relatos divergentes sobre a efetiva chegada dos representantes — uma incerteza que pressiona ativos mais sensíveis ao risco.

Analistas citados por bancos privados passam a priorizar dados econômicos para estimar o impacto do conflito: o Swissquote descreve o quadro geopolítico como frágil, e sinais macro, como a queda do índice de expectativas da Alemanha para -17,2, reforçam cautela. No Reino Unido a taxa de desemprego caiu nos três meses até fevereiro, mas a Capital Economics indica que empresas já reduziram contratações em resposta ao choque externo, o que pode frear a recuperação regional.

A dimensão corporativa ilustra a volatilidade: a Associated British Foods recuou após anunciar a separação da Primark e divulgar resultados, a Puig subiu com rumores de oferta da Estée Lauder e a Royal Unibrew despencou com o fim da parceria com a PepsiCo. Para os mercados, a combinação de risco geopolítico e sinais econômicos piores tende a elevar o prêmio de risco, pressionar preços de energia diante dos riscos no Estreito de Ormuz e ampliar a cautela dos investidores, exigindo respostas de política que conciliem estabilidade e segurança de abastecimento.