As bolsas da Europa fecharam em queda robusta nesta sexta-feira, após a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping terminar sem anúncios concretos de acordos. Em Londres o FTSE 100 caiu 1,71% (10.195,37 pts), em Frankfurt o DAX recuou 2,05% (23.955,19 pts) e em Paris o CAC 40 perdeu 1,60% (7.952,55 pts). Os dados são preliminares.
A ausência de sinais claros sobre tarifas e acordos comerciais reacendeu a aversão ao risco: investidores penalizaram com força ações ligadas a semicondutores. A francesa STMicroelectronics recuou 4,35% em Paris, a alemã Infineon cedeu 4,28% e a holandesa ASML caiu 4,81%. O resultado expõe vulnerabilidades na cadeia de oferta de chips e aumenta o prêmio de incerteza sobre tecnologia e indústria.
No campo oposto, papéis de energia subiram com a escalada do risco no Oriente Médio e a alta do petróleo. Em Londres, BP avançou 1,61% e Shell 1,27%; em Madrid a Repsol subiu 0,49% e em Paris a TotalEnergies ganhou 0,27%. A força dos ativos de energia reflete deslocamento de fluxo entre setores e a busca por proteção diante da falta de perspectiva de um acordo entre EUA e Irã no curto prazo.
Além do front diplomático, a sessão trouxe cautela local: a instabilidade política no Reino Unido elevou rendimentos dos gilts a novas máximas e tensionou investidores. O cenário combinado — sem avanços concretos entre Washington e Pequim e com risco geopolítico persistente — amplia a volatilidade e acende um alerta para empresas expostas ao comércio global e para gestores que precisam recalibrar posição de risco.